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Sobre as minhas motivações,o tempo,a blogosfera,entre outros

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Quando eu tinha mais ou menos 11 anos,tive meu primeiro contato com blogs,cujos quais falavam sobre o cotidiano da blogueira e a opnião dela sobre qualquer coisa que lhe interessasse.Na época,coisas como smartphone,twitter e ipad não existiam e se quer eram imaginadas pela maioria da população nossa,tô ficando velha.A banda larga não era popular como hoje(minha internet era discada até o início desse ano),portanto,blogs e derivados eram encarados como passatempos de alguém que amava o mundo virtual e só.Era nesse mundo que eu era louca pela ideia de ter um blog,mas não o fazia por pura preguiça.

Hoje em dia,eu não preciso dizer que as coisas mudaram bastante de figura.A internet se popularizou,ganhando mais importância e levando os blogs e família junto com ela.Isso é ótimo,pelo lado que se você quiser saber,por exemplo,se o produto y faz mesmo jus à propaganda é apenas uma questão de jogar no google e esperar 3 segundos para possuir ao seu alcance diversas resenhas de pessoas completamente diferentes.Mas também é uma merda quando você percebe o número de posts que fazem uma resenha prometendo maravilhas apenas porque a blogueira em questão ia receber alguma coisa com aquilo.

E isso mudou muito os blogs.A maioria daqueles que recebem grande destaque é porque  predominantemente de moda e beleza ou estavam vinculados a um grande patrocinador.Não estou contra esse tipo de blog,apenas acho que deviam dar destaque também ao modelo de antigamente,uma coisa casual e sem grandes preocupações com o número de comentários e seguidores no bloglovin.Todos gostam de ver que os posts estão repercutindo,entrar na dashboard e ver todas as novidades é foda,mas não adianta de nada se bitolar só nisso e perder todo o contexto do seu objetivo no blog porque você descobriu que fazendo outra coisa as pessoas vão falar mais de você.

Sim,acho que muita gente entrou no negócio só pra lucrar e pouquíssimos vão conseguir,pois acredito fortemente que o lucro tem que ser consequência de um trabalho bem feito e não a motivação  por trás dele.Quando eu só encontrava blogs sem nenhum feeling e de conteúdo puramente comercial ficava totalmente broxada com a ideia de ter um meu no meio de tanta coisa que não me agradava.E foi aí que eu encontrei páginas maravilhosas (como a do borboletando.com,que me inspirou muito nesse post),voltei a ter tesão pela coisa e aqui estou eu.

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No fim,essa conversa toda pode ser englobada naquele papo conhecido de seja você mesmo (respeitando o outro sempre)e faça o que você gosta.Porque,se você não estiver gostando,as pessoas vão perceber,você não vai chegar a lugar algum e vai acabar se perguntando o porque mesmo você começou algo sem nenhuma paixão,fadado a dar errado.

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Esse não é um post sobre Whitney Houston

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Lá estava eu,lendo algum livro cujo nome eu não me lembro,quando um dos personagens morre e o narrador passa umas duas páginas falando sobre todos os “grandes feitos” e todas as qualidades do morto.Normal,se não fosse o fato de que o tal morto fosse um dos vilões do livro e tivesse passado todo o enredo tentando acabar com a vida de alguém.What?É aí  que você comeca a lembrar de todas aquelas celebridades que morreram e foram quase santificadas no pós-morte, afinal, ninguém mais lembrava ou falava de todas as merdas que elas fizeram.

Como funciona e qual o sentido disso?Certo que “quando morremos somos todos iguais”,mas não somos todos iguais em vida também?Temos todos a mesma estrutura básica e os direitos humanos são os mesmos pra qualquer um.A morte de alguém não apaga os danos que a pessoa fez em vida.Se é uma questão de respeito pelo morto,do gênerob de já que não está mais aqui e não pode se defender,não vamos acusá-lo,porque simplesmente não adotar uma atitude mais justa e não julgar os atos do morto?

Ainda sobre o respeito a memória dos que já se foram,acredito fervorosamente que cada um tem aquilo que merece(ás vezes de jeitos além da compreensão geral,é verdade).É,bem aquele papo de fazer por merecer e blábláblá.Acredito também que isso vale pra tudo,inclusive para o talvez respeito de uma memória póstuma.Sim,não vejo razão em fingir luto por alguém mesquinho,egoísta,negligente ao próximo e que fez questão de passar cada segundo de sua vida se dedicando em ressaltar o quanto queria tornar sua existência o mais insignificante para a humanidade que fosse possível.E não me importa se esse alguém morreu dormindo ou após ter os membros arrancados e queimado ainda consciente(não quero nem pensar nessa morte).Uma morte dolorosa não atenua anos de uma vida cretina.

E pra que esse papo melancólico  e expor minha opinião convencida logo no primeiro post?Pra não deixar ninguém esperando apenas posts neutros e superficiais que depois da segunda página de mais do mesmo te fazem fechar a janela por ler algo tão sem sal(eu sei que você pensa isso no fundo,eu também faço).Não estou dizendo que não vou fazer posts sobre unhas ou tv,mas sim que não tenho medo de expor minhas opiniões revoltadas com a vida ou de falar sobre um assunto que ninguém comenta porque “não fica bem”(aliás,essa citação aí ou derivadas eu finjo que não ouvi pois me tiram seriamente de mim).

Hehehe,eu não ia resistir a uma imagem engraçadinha.E a Whitney,que morreu a pouco tempo,não foi a inspiração do manifesto aí de cima pois,admito,eu não tenho noção do que os meios de comunicação estão falando da vida dela e não  sei picas da biografia da mesma pra poder julgar.