Arquivo mensal: fevereiro 2012

Stress,muito prazer.

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Estudar o dia inteiro todos os dias está acabando comigo.É o programa pra quem resolve passar para algo difícil como medicina,mas é só tão cansativo.Eu sei que eu vou sobreviver e vou me acostumar com essa situacão(por favor,aconteca rápido)mas enquanto isso não acontece,eu sofro.Eu chego todos os dias em casa e minha vontade predominante é me jogar na cama e fazer nada.Mas não,eu não posso fazer isso,a não ser que queira ficar com 60(juro,não é hipérbole)exercícios e um capítulo super do meu interesse de história do Brasil atrasado.E se eu relaxo por uma hora,tenho que dormir mais tarde para fazer tudo.

Então,quando eu acabo,caio na cama feliz e durmo calmamente?Doce ilusão.Tenho a impressão que não importa quanto sono eu sinta,sempre é difícil dormir,simplesmente porque me sinto incapaz de diminuir o incessante fluxo de pensamentos por tempo suficiente para conseguir pegar no sono.E não importa o quanto eu durma,acordo cansada,com olheiras e com sono do mesmo jeito.Além do que eu,alguém cuja memória nunca foi o maior forte,me sinto ainda mais esquecida que o normal(sim,sempre pode piorar).Já escrevi mais de um post com assuntos que julgava interessantes na minha cabeça e quando chego na frente no notebook não consigo lembrar de porra alguma,apenas da apostila de inglês que eu ainda não fiz.

Eu nunca fui uma pessoa neurótica sabe?Do tipo que está sempre super preocupada com o que tem pra fazer e passa o dia reclamando que não aguenta mais(aliás,sempre achei quem fazia isso um porre).Com uma eterna dificuldade de se concentrar em algo(sério,eu,bookaholic conhecida e assumida,estou com um livro parado no mesmo ponto a mais de semana,porque não consigo parar e me concentrar nele).Mas sinto que estou me transformando nessa pessoa,porque o blog só tem 6 posts e esse é o segundo reclamando da vida.E,de verdade,eu não quero ser essa pessoa,porque eu não quero olhar pra quem eu era em 2012 daqui a uns anos e sentir vergonha de mim.

Então,eu prefiro não escrever nada do que postar alguma coisa sem alma ou um texto que foi tão difícil de escrever quanto extrair um dente e que eu sei que poderia fazer muito melhor se estivesse em uma época entediada relaxada da minha vida,sem as cobranças.E,tenho que admitir a contra gosto,estou estressada.Achava que isso era coisa de gente fresca,falta de resistência da pessoa e de preparação para enfrentar os problemas da vida,mas eu estava errada e admito.O stress existe e é compreensível.Ele começa como uma pedrinha minúscula no seu sapato,perfeitamente suportável e vai crescendo com os dias até se transformar num pedregulho mutante que te impede de andar.

Acho que agora que eu fiz a grande confissão é melhor eu ir lá fazer a apostila de inglês.Sim,é domingo,mas para vestibulando de medicina não é dia de folga total.E preciso também pesquisar métodos rápidos de relaxamento.Tá,eu vou agora antes que a situação fique ainda mais crítica.

 

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Lançamentos (pelo menos pra mim) e tals

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Tentando ativamente diversificar os temas aqui abordados e ao mesmo tempo aguardando o aparecimento de uma nova ideia fantástica para um post,resolvi falar um pouco de recentes descobertas minhas no cinema(relato anterior)e na música.Isso é,se eu conseguir descobrir como faz para o vídeo aparecer aqui(preciso urgentemente aprender mais sobre internet e html,apanho demais do wordpress).Aviso logo que algumas músicas podem não ser tão novas e que o meu gosto musical é meio louco ás vezes.

O clipe me ganhou na primeira vez que eu vi pela fotografia(não achei em hd,uma pena).Depois fui reparar na história bonitinha,nos looks de ótimo gosto e na música simples mas com conteúdo(adoro).Não conheço a she wants revenge ainda,mas ouvi falar que o vídeo foi uma grande mudanca na sonoridade da banda.Averiguarei.

A fotografia,apesar de legal,não é o foco aqui.A história original e surpreendente é o negócio,além da influencia psicodélica sensível na música.Gostei tanto da miami horror que fui pesquisar e acabei baixando o cd(recomendo,achei muito inspirador,principalmente naqueles momentos nos quais você quer escrever alguma coisa mais nada sai ou quando precisa resolver uma apostila de momento e trabalho)

Adoro clipes no estilo quadrinhos e fiquei dias tentando loucamente fazer o assobio igual.Tá,eu admito que é uma música bem velha,mas eu só conheci agora,juntamente com toda a parte interessante do youtube a qual ela te leva,povoada de música indie e folk.Ah,o The Kooks fez um cover muito legal que pode ser encontrado aqui .

Nesse momento já deu pra perceber o quanto eu estou desligada dos lançamento e do mundo da música em geral e a maior parte desse post vai ser de músicas velhas que eu só descobri agora,mas vamos em frente.A música é super calminha e achei a letra linda.

Já começo dizendo que a minha avaliação desse clipe é tendenciosa,uma vez que eu sou fã da banda,da Taylor Momsem,de hard rock,de Gossip Girl e de todo o resto.A letra é pequena e meio repetitiva e qualquer um que já passou por uma fossa(quem nunca?)vai se identificar.

Algumas pessoas acharam patriotista(com relação aos EUA,claro),mas eu enxerguei o “wherever this flag is flown we take care of our own“como ele dizendo que lá é cada um por si porque o governo deixa todos a própria sorte.Não vou julgar a veracidade dessa interpretação,mas lembre-se que born in the USA era na verdade uma crítica ao governo e acabou virando refrão de campanha presidencial(assim como we take care of our own está numa playlist que o Obama divulgou para a sua campanha).Fora isso,eu só tenho a dizer que Bruce, você está ficando velho.

Bem,também sou fã de The Maine e gostei desse trabalho meio que não gostando.WTH?Eu senti um amadurecimento forte,mas eu amava o estilo anterior.Não me entenda mal,o que estou tentando dizer é que eu gostei sim desse clipe,mas que vou sentir muita falta de como eles eram antes.Bem,todos mudamos.

Deixa eu colocar essa por último antes que fique enorme o post.Adoro Train e a letra é tão apaixonante,me faz ficar cantando “Oh,I swear to you,I’ll be there for you,this is not a drive by,aaaa”no banho(tudo bem,ninguém precisava dessa informação).Além do que a história é legalzinha também,eu ficava torcendo pra ele conseguir a mulher de volta.

Já que fazer um post curto é uma esperanca perdida agora,E lançamentos sacais que todos gostaram,menos eu

Sério,não sei o que viram nessa mulher.Bonita?Tem outras muito mais e a cara de mosca morta inexpressiva não ajuda em nada.Voz?Porra,Adele esculacha ela(e a todos,mas tudo bem)com o pé nas costas.A única coisa de especial que eu vi nela foi essa boca descomunal com pinta de plástica. Fui checar os super sucessos da internet blue jeans e video games,só para não poderem dizer que julguei sem conhecer. Continuei na mesma.Achei chato,parado,todas se parecem e eu ficava esperando a música dar uma virada triunfal(o que,lógico,não aconteceu),porque não é possível que esse alvoroço todo seja por músicas tão chatas.É possível e concordo com a Anna do sooo-contagious que a única coisa pra ser elogiada aqui é a equipe de marketing da senhoria em questão.

Outra que eu achei chata.Deve ser só implicância,já que não conheço a banda e não tenho como justificar minha opinião.Bem,é melhor eu ir antes que eu comece a achar essas merdas de músicas (as 2 última,claro)boas de tanto ouvir(acontece muito comigo)e tenha que pagar minha língua.

LIFE IN A DAY(A VIDA EM UM DIA)

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a capa é linda e admito que ela me convenceu primeiro

Existem certas coisas com as quais a gente esbarra acidentalmente,se impressiona e acha que tem que tentar passar isso adiante para mais gente também ser beneficiada com a surpresa de algo maravilhoso.Eu sei que é um início de post bem clichê,mas é o que melhor descreve o que eu senti no exato  momento no qual eu acabei de ver Life in a Day.Eu esbarrei com o filme fuchicando no tumblr um projeto de 365(sou louca pra fazer um desses,mas esse tópico não é pra hoje), aonde ele estava listado em filmes favoritos da pessoa em questão.Fiquei curiosa por nunca ter ouvido falar dele(aquelas que estranha tudo o que nunca ouviu falar)e me apaixonei pela fotografia nas imagens da capa.Fui catar o trailer no youtube,vi e agora estou aqui!

Então,indo direto ao filme,”LIFE IN A DAY” é um documentário produzido por Riddley Scott.Ele surgiu de uma proposta, principalmente aos usuários do youtube,de mandar um vídeo retratando um dia de sua vida(24/07/2010)e responder a algumas perguntas simples.O resultado disso?Cerca de 80 mil clipes,ou 4,5 mil horas de vídeo oriundas de mais de 100 países condensadas mais ou menos em 1:30 de documentário com o objetivo de mostrar para as geracões futuras o que era viver no planeta Terra exatamente nessa data.

Eu não entendo nada de cinema(meus gêneros preferido são ação e aventura,mas assisto um pouco de comédia e romance ocasionalmente)e menos ainda de crítica do mesmo,mas ainda gosto da coisa e,como qualquer um,posso sentir quando acabei de ver algo interessante sem ser massante(o que é alguma coisa já que,como eu disse,adoro uma ação)e tocante sem ser dramático(também é alguma coisa,uma vez que eu detesto um drama em qualquer lugar chata,tá falando com ela).Resumindo,acho que sei dizer quando acabei de ver algo realmente de qualidade.

Algumas pessoas acham que para conseguir um bom documentário é preciso se focar em um assunto denso e complexo,como por exemplo a Revolução Russa(assunto que eu já detesto,em documentário então…).Eu discordo e LIFE IN A DAY é o melhor exemplo.Uma coisa que ele faz muito bem é explorar os aspectos bem simples,que justamente por serem cotidianos não vemos mais beleza neles.E situações bem densas,como é o caso do pai oriental criando o filho sozinho,ou de outro pai, viúvo,criando cerca de 6 filhos sem energia,água ou saneamento básico(fato,fico sensibilizada com histórias de pais solteiros) e ele  consegue falar que ainda é está vivo e Deus não se esqueceu dele.É uma lição de fé para qualquer um.

Outro aspecto importante é que LFE IN A DAY te aproxima mais dos seres humanos de um jeito estranho. Porque você é completamente diferente daquela pessoa cuja cena da rotina está sendo retratada, você não tem noção de quem ela é e nem de aonde exatamente ela está,o que proporciona um grande distanciamento entre os dois.Mas,ao mesmo tempo, com toda a naturalidade da película,composta pelo modo como cenas divergentes são sobrepostas umas sobre as outras,pela música de fundo intocável e pela edição que fez um trabalho de primeira(eu acho),nasce em cada um que vê o vídeo um sentimento de conhecimento daquele que está sendo retratado,de compreensão e profunda identificação com quem ele é e o porque está aqui.É uma sensação contraditória,quase como se fosse capaz de sentir exatamente como é estar ali,com os pés na água fria se balançando num banco pendurado nas árvores,ou então a sensação angustiante de se declarar seu amor pra melhor amiga e receber um não como resposta,mas sabe que nada disso é real pra você,porque não é a sua vida.

Eu poderia falar desse documentário por páginas,mas o parágrafo anterior já foi grande o bastante e estou tendo problemas para descrever exatamente o que se sente quando se está vendo sem ser contraditória.Não sei dizer uma parte favorita ou melhor que as outras,mas quando aparece o pai viúvo cujo qual eu já mencionei e foca no olhar forte, expressivo,profundo e indescritível de uma de suas filhas é de arrepiar.Sim,é lindo,é tocante,não há uma parte que eu não goste ou ache que esteja no lugar errado e,principalmente, traz uma grande percepção sobre os problemas ao seu redor e tudo que está acontecendo em tão pouco tempo e você não faz a menor diferença nisso tudo.É perturbador,mas não há nada mais incrível do que essa consciência.

Pelo direito de ter o direito

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"A idade não tem nenhuma importância a não ser que você seja um queijo"

Eu tenho 17 anos.Não é nenhuma novidade,uma vez que essa é uma das primeiras informacões escritas na coluna aí do lado,mas eu resolvi comecar assim para dar mais destaque.Porque,sim,eu tenho orgulho da minha idade e amo te-la,apesar dela estar no meio de uma terra de ninguém entre 2 fases distintas e ser muito julgada.Não tenho nenhuma pretensão em sair por aí bancando a adulta vivida que tem muita experiencia e maturidade para dar e vender,até mesmo pois uma das minhas crencas é que aprendemos e amadurecemos até o último segundo de nossas vidas,sendo assim,um ser realmente maduro aquele cujo qual sabe ouvir a opinião de qualquer um(não acata-las sem julgamento prévio,mas ter humildade o suficiente para não se considerar o dono da verdade absoluta e ter conhecimento da importância de ser aberto a novos pontos de vista),seja ele quem for.

Tendo isso em vista e a minha personalidade assumidamente revoltada como plano de fundo,é possível imaginar o quanto eu fico puta possessa da vida quando eu ouço algo do gênero de “mais novos não tem direito a opinião e não devem expor o que acham,pois devem acatar tudo que os mais velhos falam”.Neguinho,isso me tira totalmente do sério. Porque não,infelizmente esse não é um papo característico do século passado(pelo menos não na minha família, mas isso não vem ao caso aqui aquelas que lava roupa suja na internet).E não me faz sentido,pois quando eu penso no envelhecimento, o que me vem em mente é a imagem de um velhinho culto,vivido,alegre que pelo tanto que já viveu da vida aprendeu a respeitar opiniões divergentes da sua.

Como já deve ter dado pra perceber,acho que todos deveriam ter direito a expressar a sua opinião antes da mesma ser previamente dispensada por causa de algum preconceito nonsense como idade.Nossa,mas que novidade,todos acham isso também.E a lei não fala exatamente disso?Sim,lá está escrito que todos podem colocar a boca no trombone livremente,mas na realidade as coisas são bem diferentes.O preconceito com a idade é um exemplo,outro é o dinheiro com sua capacidade de comprar muita gente e eu poderia fazer um post só com exemplos.

A questão central (se é que a mesma já não se perdeu em algum lugar nesse post que eu comecei a digitar só de sacanagem meio sem saber aonde queria chegar)é que se as pessoas querem que seus direitos sejam respeitados pela lei,tem que primeiro lutar para que suas opiniões sejam levadas em consideração.E só podemos conseguir isso mudando a mentalidade do povo primeiro,para depois poder batalhar pelo crédito do governo.Afinal, não faz sentido que sejam ouvidos pelas autoridades os pedidos de mudança de um povo obturado e incapaz de perceber que a revolução começa dentro de si antes de amadurecer e ir para as ruas e urnas.

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Eu sei,no fim o texto ficou com pinta de redacão do ENEM e o contexto da coisa ficou meio perdido,mas eu comecei o post de sacanagem,sem saber bem o que escrever e fui interrompida no meio(como eu detesto ser interrompida) e ai a coisa fudeu desandou de vez.Sim,eu acho o anonymous foda,mas isso é um assunto pra outro dia,porque é melhor eu tomar vergonha na cara e ir dormir antes que eu ferre esculhambe totalmente com esse post.

Sobre as minhas motivações,o tempo,a blogosfera,entre outros

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Quando eu tinha mais ou menos 11 anos,tive meu primeiro contato com blogs,cujos quais falavam sobre o cotidiano da blogueira e a opnião dela sobre qualquer coisa que lhe interessasse.Na época,coisas como smartphone,twitter e ipad não existiam e se quer eram imaginadas pela maioria da população nossa,tô ficando velha.A banda larga não era popular como hoje(minha internet era discada até o início desse ano),portanto,blogs e derivados eram encarados como passatempos de alguém que amava o mundo virtual e só.Era nesse mundo que eu era louca pela ideia de ter um blog,mas não o fazia por pura preguiça.

Hoje em dia,eu não preciso dizer que as coisas mudaram bastante de figura.A internet se popularizou,ganhando mais importância e levando os blogs e família junto com ela.Isso é ótimo,pelo lado que se você quiser saber,por exemplo,se o produto y faz mesmo jus à propaganda é apenas uma questão de jogar no google e esperar 3 segundos para possuir ao seu alcance diversas resenhas de pessoas completamente diferentes.Mas também é uma merda quando você percebe o número de posts que fazem uma resenha prometendo maravilhas apenas porque a blogueira em questão ia receber alguma coisa com aquilo.

E isso mudou muito os blogs.A maioria daqueles que recebem grande destaque é porque  predominantemente de moda e beleza ou estavam vinculados a um grande patrocinador.Não estou contra esse tipo de blog,apenas acho que deviam dar destaque também ao modelo de antigamente,uma coisa casual e sem grandes preocupações com o número de comentários e seguidores no bloglovin.Todos gostam de ver que os posts estão repercutindo,entrar na dashboard e ver todas as novidades é foda,mas não adianta de nada se bitolar só nisso e perder todo o contexto do seu objetivo no blog porque você descobriu que fazendo outra coisa as pessoas vão falar mais de você.

Sim,acho que muita gente entrou no negócio só pra lucrar e pouquíssimos vão conseguir,pois acredito fortemente que o lucro tem que ser consequência de um trabalho bem feito e não a motivação  por trás dele.Quando eu só encontrava blogs sem nenhum feeling e de conteúdo puramente comercial ficava totalmente broxada com a ideia de ter um meu no meio de tanta coisa que não me agradava.E foi aí que eu encontrei páginas maravilhosas (como a do borboletando.com,que me inspirou muito nesse post),voltei a ter tesão pela coisa e aqui estou eu.

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No fim,essa conversa toda pode ser englobada naquele papo conhecido de seja você mesmo (respeitando o outro sempre)e faça o que você gosta.Porque,se você não estiver gostando,as pessoas vão perceber,você não vai chegar a lugar algum e vai acabar se perguntando o porque mesmo você começou algo sem nenhuma paixão,fadado a dar errado.

Vestibulandus Crisis

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Dia desses,passando pela sala,esbarro com minha mãe vendo um programa da tv cultura aonde um grupo de alunos entrevistava o Marcelo Tas.Eis que lá pelas tantas,alguém pergunta pra ele como ele escolheu a profissão dele e como foi o vestibular.Não me lembro exatamente do que ele respondeu(e estou com preguiça de pesquisar no youtube)mas recordo dele falando que o ano do vestibular foi o ano mais difícil da vida dele.Nesse momento,minha mãe apenas se vira pra mim,com aquele sorriso triunfante e aquela cara de “não é isso o que eu falo pra você o tempo todo?”.  
Porque é verdade,é um ano bem pauleira e só estamos no início dele.Seus melhores amigos se tornam as apostilas e livros e até mesmo na hora de dormir,quando o sono não vem,o que te atormenta as ideias é a explicação de análise combinatória e probabilidade do dia,cuja qual você não entendeu picas e dá brecha a aqueles pensamentos “pqp,isso não entra na minha cabeça,não vou passar nessa porra de vestibular nunca”.Todo o tempo que não é gasto se locomovendo da casa para o cursinho é passado sentado numa cadeira,e não há quem não engorde ou fique meio pálido,uma vez que o sol se tornou apenas uma figura desbotada vista pelo vidro sujo da janela de uma sala de aula.             

                                                                                             
 As coisas só pioram quando se é um ser de tanta sorte quanto eu,e além de escolher medicina porque tem vocação pra corna e viver o dia todo com a cobrança tácita do cursinho competindo com a minha própria cobrança,ainda existe minha mãe.E quando se trata de cobrar alguma coisa,não há quem seja mais insistente que a minha mãe.Ela passa o dia todo falando que eu não estudo o suficiente,que eu não devo ter vocação pra coisa e “você lê tanto,porque não faz letras?”( WTH? ).Apoio,por aonde anda você mesmo?

Aí entra aquela grande questão do “Patricia,então porque diabos você escolheu medicina?”(com tanta buzinação no meu ouvido estou até começando a duvidar da mesma).Bem,começando pelo começo,eu tinha basicamente duas opções de carreira que me interessavam:ser pilota da aeronáutica(porque deve ser muito maneiro e é um emprego pra vida toda)ou ser médica.Eu desisti da primeira pela minha falta de talento com números e por minha resistência a seguir uma disciplina tão rígida quanto a militar.Então o que fazer com alguém que só gosta realmente de biologia e inglês,química nunca foi ensinado decentemente,acha um saco todas as outras humanas e tem problemas com algumas partes de matemática e física?Medicina,é lógico.

Então continuo seguindo a minha decisão de fazer o que eu acho que tenho que fazer  e ignorar o teste vocacional sem nexo que me mandou fazer engenharia.Só espero que minha teimosia não seja minha ruína.

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Assim eu desejo.

Esse não é um post sobre Whitney Houston

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Lá estava eu,lendo algum livro cujo nome eu não me lembro,quando um dos personagens morre e o narrador passa umas duas páginas falando sobre todos os “grandes feitos” e todas as qualidades do morto.Normal,se não fosse o fato de que o tal morto fosse um dos vilões do livro e tivesse passado todo o enredo tentando acabar com a vida de alguém.What?É aí  que você comeca a lembrar de todas aquelas celebridades que morreram e foram quase santificadas no pós-morte, afinal, ninguém mais lembrava ou falava de todas as merdas que elas fizeram.

Como funciona e qual o sentido disso?Certo que “quando morremos somos todos iguais”,mas não somos todos iguais em vida também?Temos todos a mesma estrutura básica e os direitos humanos são os mesmos pra qualquer um.A morte de alguém não apaga os danos que a pessoa fez em vida.Se é uma questão de respeito pelo morto,do gênerob de já que não está mais aqui e não pode se defender,não vamos acusá-lo,porque simplesmente não adotar uma atitude mais justa e não julgar os atos do morto?

Ainda sobre o respeito a memória dos que já se foram,acredito fervorosamente que cada um tem aquilo que merece(ás vezes de jeitos além da compreensão geral,é verdade).É,bem aquele papo de fazer por merecer e blábláblá.Acredito também que isso vale pra tudo,inclusive para o talvez respeito de uma memória póstuma.Sim,não vejo razão em fingir luto por alguém mesquinho,egoísta,negligente ao próximo e que fez questão de passar cada segundo de sua vida se dedicando em ressaltar o quanto queria tornar sua existência o mais insignificante para a humanidade que fosse possível.E não me importa se esse alguém morreu dormindo ou após ter os membros arrancados e queimado ainda consciente(não quero nem pensar nessa morte).Uma morte dolorosa não atenua anos de uma vida cretina.

E pra que esse papo melancólico  e expor minha opinião convencida logo no primeiro post?Pra não deixar ninguém esperando apenas posts neutros e superficiais que depois da segunda página de mais do mesmo te fazem fechar a janela por ler algo tão sem sal(eu sei que você pensa isso no fundo,eu também faço).Não estou dizendo que não vou fazer posts sobre unhas ou tv,mas sim que não tenho medo de expor minhas opiniões revoltadas com a vida ou de falar sobre um assunto que ninguém comenta porque “não fica bem”(aliás,essa citação aí ou derivadas eu finjo que não ouvi pois me tiram seriamente de mim).

Hehehe,eu não ia resistir a uma imagem engraçadinha.E a Whitney,que morreu a pouco tempo,não foi a inspiração do manifesto aí de cima pois,admito,eu não tenho noção do que os meios de comunicação estão falando da vida dela e não  sei picas da biografia da mesma pra poder julgar.